
A cada dia, nós nos sentimos mais emocionados ao imaginar o quanto falta pouco para termos nossa bebê nos braços. Dar carinho, brincar com seus "catupirys"... E o melhor de tudo é que há poucas semanas eu comecei a sentir os chutinhos da Alice, que me fazem entender sua presença e ver que ela está bem, sem depender da angustiante espera pelas ultrassonografias.
Começamos a ver a questão do armazenamento das células-tronco do sangue do cordão umbilical. Com os avanços que vêm ocorrendo nessa área da medicina, eu e o Sono consideramos algo fundamental a ser encaminhado, quando se pode ter acesso a essa opção.
No Brasil, há duas alternativas: 1) A coleta em banco público. Uma excelente opção, pela qual não se paga. O material não se torna de uso exclusivo de seu filho(a), mas fica disponível para pesquisa e utilização nos pacientes que necessitarem. 2) A coleta em banco privado, que fica à disposição para seu filho(a), permanentemente armazenado. Nesse caso, paga-se pelo procedimento da coleta, pelo transporte e pelo armazenamento (um custo anual).
Por recomendação de minha prima, que tem uma filha pequena, busquei o Centro de Criogenia Brasil - CCB, que fica em São Paulo, mas atende a diversas capitais. No caso de minha prima, que mora em Campinas, a coleta foi feita em Porto Alegre, onde ocorreu o parto. A bolsa de minha prima estourou na data prevista para a cesariana, porém, algumas horas antes. O CCB estava presente à maternidade na hora certa e coletou devidamente o material, sem qualquer problema.
Recebi hoje o orçamento e fiquei impressionada: o custo de coleta não é nada assustador (R$ 3.000 + transporte = R$ 266,50) e o custo de manutenção anual refere-se a um valor menor do que o que gastamos com duas mensalidades de TV a cabo (R$ 550). Se pensarmos do que se trata - da saúde de nossa filha, da possibilidade de atendê-la melhor em inúmeros casos de doenças complicadas e assustadoras - vemos que é algo que vale muito a pena.
Recomendo que toda mamãe pense nisso, avaliando qual a melhor alternativa para seu caso (banco público ou privado), lembrando que quem começou a fazer isso no Brasil foi um órgão público, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), que desde 1991 promove o armazenamento.
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